Matheus Oliveira: CEIA: Momento de anunciar a Morte e a Ressurreição de Jesus

sábado, 14 de abril de 2012

CEIA: Momento de anunciar a Morte e a Ressurreição de Jesus


"Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3-4).

"Porque, todas as vezes que comerdes este pão. e beberdes o cálice, anuncias a morte do Senhor, até que ele venha" (1 Co 11.26).

Introdução. Refletir sobre a crucificação de Jesus é pensar sobre algo sublime, necessário e profundamente relevante. Anunciar o Cristo crucificado é proclamar a sabedoria de Deus e o poder de Deus, No Entanto, diante da facilidade de se pregar o Evangelho, especialmente no contexto brasileiro, corre-se o risco de ofuscarmos a pregação sobre a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
A Morte de Jesus
Jesus experimentou a morte e sua morte foi cruel, agonizante e trágica. Jesus foi crucificado e a sua crucificação ocorreu entre os criminosos. Os homens mataram Jesus, o Autor da vida; sendo assim, Jesus sofreu profundamente na cruz, isso por causa dos nossos pecados.
  • "A informação histórica a respeito da crucificação de Jesus é que ele foi executado pelos romanos, sendo pregado numa cruz fora de Jerusalém" (Sproul).
  • "A cruz está como ponto mais baixo da história e o ponto mais alto da glória de Deus. É tragédia e é vitória. É escândalo e honra, derrota e triunfo, vergonha e consideração" (RPV).
"A mensagem da cruz continua até hoje, como nos dias de Paulo, loucura para os sábios e pedra de tropeço para os hipócritas, mas tem trazido paz à consciência de milhões de pessoas" (Stott).


Consequências do pecado:O poder de Cristo revelado na cruz:
O pecado provocou separação;A crucificação de Cristo trouxe a reconciliação.
O pecado produziu inimizade;A cruz nos trouxe paz.
O pecado criou um abismo entre o homem e DeusA cruz construiu uma ponte entre eles/
O pecado quebrou a comunhão;A cruz restaurou
Em outras palavras, como Paulo diz em Romanos: O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor(Stott).


Na cruz, Cristo sofreu as consequências do nosso pecado, Ele recebeu o nosso castigo. Portanto, a morte está relacionada ao nosso pecado. "'Levar' os pecados de alguém é assumir o lugar de outra pessoa, substituí-las, arcar as consequências de seu pecado" (Stott).
  • Cristo nos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (cf. Ef 5.2);
  • Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela (cf. Ef 5.25);
A Ressurreição de Cristo
Na comunidade de Corinto havia um grupo influente que negava a ressurreição dos mortos (1 Co 15.12ss.). Essa afirmação vai desencadear vários questionamentos.
Vejamos:

A. Se os mortos não ressuscitam, então, Cristo não ressuscitou (v. 13).
B. E se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, é vã a vossa fé (v. 14);
C. E somos tidos por faltas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam (v. 15).
D. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos nossos pecados.
F. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram (v. 18).

Síntese paulina: "se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos mais infelizes de todos homens" (1 Co 15.19).
Afirmação acerca da ressurreição: "Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem" (1 Co 15.20). "Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos" (1 Co 15:21).
"Esteja absolutamente certa, pois, toda casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificaste, Deus fez Senhor e Cristo" (Atos 2.36). A humilhação e a exaltação em Cristo.


Conclusão. "O pecado nos separou de Deus; mas Cristo desejou nos trazer de volta para Deus, assim, ele sofreu pelos nossos pecados - um Salvador inocente no lugar de pecadores culpados. Ele ofereceu sua vida 'uma vez para sempre', definitivamente; pois aquilo que ele fez não pode ser repetido ou melhorado, nem sofrer acréscimo" (Stott).
O Sacrifício de Jesus foi um sacrifício perfeito e decisivo.


Aplicação. Nenhum de nós somos dignos de estarmos diante de Jesus Cristo participando de sua mesa. Contudo Jesus nos acolheu; por isso, podemos participar da comunhão do Senhor, pela graça de Jesus, somos o que somos: filho de Deus; fomos comprados pelo seu sangue; pertencemos a ele; somos o seu Corpo. Portanto, participemos da mesa do Senhor com o nosso coração quebrantado, humilde e agradecido reconhecendo que tudo é graça de Deus.

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