Matheus Oliveira: Igreja, Casamento e Família: Amor e Romantismo

domingo, 15 de abril de 2012

Igreja, Casamento e Família: Amor e Romantismo

Todos somos seres sexuais. As características da nossa sexualidade se manifestam constantemente em nosso corpo, por meio dos desejos, das excitações, das opções em relação ao parceiro(a), vestimenta, o perfume, etc. A sexualidade não se restringe ao ato sexual propriamente dito (coito), mas abrange os desejos e prazeres no relacionamento com o outro.

Como enxergar e desfrutar da beleza da relação sexual sem deixar de ser Espiritual? 


A verdadeira beleza e o êxtase que transcende numa relação estão no amor.

"Quando existe amor é tudo diferente, mas como explicar as borboletas para uma tartaruga" - Amós Oz. O mesmo mar.

O verdadeiro amor está além do ordinário. Ele é extraordinário. A experiência do amor está no nível da "borboleta", e não da "tartaruga". Como explicar as borboletas para uma tartaruga? Ao tratarmos de sexualidade, devemos colocá-la na experiência do voo que embeleza e encanta.

Vendo e experimentando o ato sexual como albo bom e espiritual


"Se abrisse os olhos do espírito, mataria o desejo da carne. 'O desejo sexual' se tornaria pó" - Amós Oz. O mesmo mar.

Como enxergar a beleza do corpo com os olhos do espírito, sem perder o encanto da carne? O desejo do corpo não seria também o desejo do espírito?
Nem só de romantismo, ou mero romantismo, vive e sobrevive um relacionamento. Para que este possa também sobreviver e cumprir o seu papel relacional, é preciso que o casal esteja atento para outros elementos constituintes do casamento, sem os quais qualquer esforço romântico fracassará em seu intento. Podemos citar  alguns que são relevantes para os laços conjugais.

a) Amizade
Não há romantismo sem amizade. O romantismo e os atos românticos dependem essencialmente do afeto recíproco entre os parceiros. A amizade é comprometedora. A amizade faz com que não haja segredos, "abscondidade". As máscaras são tiradas, o coração é exposto, as fragilidades e os medos são denunciados numa busca de amadurecimento, fortalecimento e segurança;
Uma das marcas da amizade é a saudade provocada pela ausência. A distância incomoda, entristece, desarticula. Em uma situação assim, a amizade não requer muitas atitudes, o estar junto é bastante. Não é necessário muitas palavras, aliás, não é necessário palavra alguma. "Não é preciso falar. Basta a alegria de estarem juntos, um ao lado do outro. Amigo é alguém cuja simples presença traz alegria independente do que faça ou diga. A amizade anda por caminhos que não passam pelos programas" (Rubem Alves. "O retorno e terno", pág. 12)

b) Amor incondicional, ou "não comercial"
No relacionamento amoroso não deve haver trocas, exigências para concretizar a "paixão". O amor (romântico) é resultante da graça. Não tem como comercializá-lo. "Eu te amo porque te amo...   sem razões... Não precisas ser amante, e nem sempre saber sê-lo" (Drummond).

"Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários... Amor não se troca... Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo..." (Drummond)
c) O diálogo: elemento germinador de um relacionamento duradouro
O silêncio é uma atitude edificante carregada de sabedoria. É preciso saber silenciar-se e silenciar-se quando necessário. O diálogo também é uma atitude sábia. Paradoxalmente, o silêncio é companheiro do diálogo. Para que o diálogo produza vida, o silêncio precisa ser respeitado. A conversa, a boa conversa, não pode ultrapassar os limites exigidos pelo silêncio. A sua extrapolação provocará rachaduras no relacionamento conjugal, muitas vezes, irreparáveis.

Aplicação. Para aqueles que ressuscitaram com Cristo, a nova forma de viver concretiza-se em todas as áreas da vida, inclusive no casamento. Que, como casais cristãos, possamos desfrutar da vida eterna em nossos relacionamentos



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