Matheus Oliveira: A Igreja local e o caráter de Jesus Cristo (Gálatas 5.22-23a)

sábado, 14 de abril de 2012

A Igreja local e o caráter de Jesus Cristo (Gálatas 5.22-23a)

O propósito de Deus é que sejamos uma família de muitos filhos, semelhantes ao seu Filho Jesus Cristo (Rm 8.29). Para que esse propósito se cumpra, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho que clama Aba Pai (Gl 4.6).
Quando o Espírito de seu Filho age na nossa vida, ele mesmo produz as característica de Jesus Cristo no nosso interior. Daí a importância do ensino de Paulo:

  • Andai em Espírito (Gl 5.16).
  • Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito (Gl 5.25).
Somente andando em Espírito e vivendo pelo Espírito que a Igreja poderá vivenciar e transmitir o caráter de Jesus Cristo.
"A primeira verdade é que o fruto do Espírito é de origem sobrenatural. Isto é evidente, porque as qualidades alistadas são o fruto do Espírito. O próprio Espírito Santo é responsável por sua produção. Eles são resultados do que o Espírito planta na vida das pessoas que ele preenche" (Stott).

O Fruto do Espírito é:

Amor. "Este é o amor de Deus, na sua forma mais elevada e bela, o amor que o levou a dar ao mundo seu Filho, Jesus Cristo, e este a se entregar, para a salvação do homem pecador. É o amor altruísta, não egoísta nem egocêntrico, que ama até os inimigos. Deus o derramou em nosso coração, pelo Espírito Santo que nos foi dado. Deve ser orientado para Deus e para o próximo. O amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra" (I Jo 4.7-12).

Alegria. Alegria é o profundo regozijo do coração, o verdadeiro gosto de viver, a satisfação 'no Senhor', independente das circunstâncias. Sua fonte está localizada na graça de Deus. O crente pode ter momentos de tristeza, '...pela manhã, porém, vem o cântico e júbilo' (Sl 30.5). Mesmo durante as mais duras provocações, o crente pode experimentar a verdadeira alegria".

Paz. "Paz é uma atitude de serenidade, calma e força, tranquilidade e quietude de espírito, produzida pelo Espírito Santo, mesmo na adversidade e nas tribulações. Jesus nos prometeu essa paz: 'A minha paz vos dou...' (Jo 14:27). Ela deriva da nossa perfeita confiança em Deus; guarda os nossos corações da nossa ansiedade ( Fp 4.6,7), vem pela palavra de Deus (Sl 119.165) e devemos buscá-la (Sl 34:14)".

Longanimidade. "Significa paciência par com as pessoas, suas fraquezas, falhas, ignorâncias, demoras e pecados. Indica ainda 'auto-restrição que não responde ou revida apressadamente a um mal feito' (Thaier). Portanto, longanimidade é melhor que a força (Pv 16.32). O crente é exortado a andar 'com longanimidade' (Ef 4.2) e revestir-se de 'longanimidade' (Cl 3.12)" - (adap)

Benignidade. "'Deus é benigno até para com os ingratos e maus' (Lc 6.35). "Mas é de aternidade em eternidade a benignidade do Senhor sobre aqueles que o temem' (Sl 103.17). A benignidade está associada à ideia de amabilidade, brandura, compaixão e misericórdia. Somos exortados a nos revestir de benignidade. A vida de Cristo comunicada ao crente produzirá a benignidade".

Bondade. "Bondade é a generosidade em ação para com outras pessoas. 'Aquele que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a gora' (Pv 21:21). O  homem bondoso faz bem a sua própria alma' (Pv 11.17). A Palavra de Deus nos exorta: 'Sede bondosos uns para com os outros' (Ef. 4.32)'. Jesus em nós é o fundamento para a verdadeira bondade, produzida pelo Espírito Santo".

Fidelidade. "A palavra fidelidade significa confiabilidade total, lealdade absoluta. É a qualidade que torna uma pessoa digna de confiança. O crente deve usar de fidelidade para com Deus e a sua palavra, bem como para com o próximo. Jesus conclama o crente a ser fiel até à morte (Ap 2.10)".

Mansidão. "Mansidão descreve o caráter em que a força e a brandura estão justas. Significa ainda que a humildade, suavidade e gentileza estão presentes. A Bíblia exalta essa virtude: 'Mas os mansos herdarão a terra...' (Sl 37.11). O crente é exortado a andar em 'toda humildade e mansidão' e revestir-se de 'mansidão' (Ef 4.1,2;Cl 3.12)".

Domínio Próprio. "Domínio próprio expressa autocontrole, autodisciplina, temperança e moderação. Descreve a força interior pela qual o crente se controla. Toda a nossa personalidade, mente, emoções e vontade devem ficar sob domínio de Cristo (Fl 4,5; Tito 2.6). Todo o nosso corpo, com seus apetites, impulsos, desejos e instintos, deve ser governado por Deus, se quisermos viver uma vida santa. Deve estar presente em todos os crentes: 'empregando toda a diligência, acrescentai...domínio próprio' (ll Pe 1.5,5)" (Fonte: Maturidade Cristã: Ministério do Discipulado, pp. 11-14).

A Igreja é o corpo de Jesus; cada membro em particular é templo do Espírito Santo. Portanto, o caráter de Cristo deve ser evidenciado por meio da sua Igreja, que é a expressão do Reino de Deus no mundo. Que o Espírito nos conduza, a fim de que o fruto do Espírito seja uma realidade na nossa vida e o nome de Jesus Cristo seja glorificado na sua Igreja.

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