Matheus Oliveira: A Ceia do Senhor: Uma instituição Divina

domingo, 3 de junho de 2012

A Ceia do Senhor: Uma instituição Divina

"E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramando em favor de vós" (Lucas 22.19-20)

Foi o próprio Jesus quem estabeleceu a Ceia da Nova Aliança. Este evento foi instituído num ambiente tensionado por alguns aspectos que antecedem a morte do Filho de Deis:
  • Planos para tirar a vida de Jesus, traição e questionamentos (vv. 2-5; 21-23);
  • Festa da Páscoa (vv. 1,7-18). Aqui Jesus resinifica a Páscoa  e aponta para uma Nova Aliança no seu sangue. Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
  • Comunhão a mesa (v. 14);
  • Anúncio do sofrimento de Cristo (v. 15)
  • Contenda entre os discípulos sobre qual deles seria o maior (v. 24);
  • Jesus ora intensamente, experimenta agonia profunda; enquanto isso, os discípulos permanecem sonolentos e dormindo de tristeza (vv. 39-46);
  • Prisão de Jesus, violência dos discípulos, negação e arrependimento de Pedro (vv. 47-62);
  • Zombaria e blasfêmias contra Jesus.
Síntese: Jesus está a caminho da crucificação. Mas antes, Ele prediz sua própria morte, por meio da celebração da Ceia.
  • A Ceia é o anúncio da morte de Jesus Cristo, até que ele venha (1Co 11.26).
  • "A Ceia anuncia a morte de Jesus, que vive e está presente pelo seu Espírito em nosso espírito. Anunciar a morte do Senhor é celebrar a sua vida. Anuncia-se a sua morte porque é através da morte de Jesus, que podemos obter a vida eterna" (JFS).
Existem várias concepções a respeito da Ceia, Entre as quais podemos destacar a seguintes:
  • Transubstanciação - Igreja católica.
  • Consubstanciação - Lutero.
  • Presença mística, espiritual - Calvino.
  • Símbolo Memorial - Zwinglio.
Devemos observar cada uma dessas compreensões à luz da Bíblia, considerando especialmente o que diz os evangelhos e a Primeira Carta de Paulo aos Coríntios.

O PARTIR DO PÃO E A ORAÇÃO
"E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós..." (v. 19)
Em uma atitude de profunda humildade, consciência e amor, Jesus toma o pão, e após ter dado graças, o parte e o distribui aos discípulos.
  • "O pão é partido, e Jesus o descreve como o seu corpo, que por vós, os discípulos, é dado" (CAE).
"Sem oração e verdadeira piedade, ninguém pode captar o verdadeiro significado do partir do pão e o repartir do cálice do Senhor. Sem a comunhão vertical com Deus, em oração perseverante, a comunhão horizontal, com a igreja transforma-se em gesto de simples amizade - filia, ou em um sentimentalismo piegas, desfigurado da sua verdadeira natureza.
A Igreja de Atos capitulo 2 perseverava na doutrina, na comunhão de amor e nas orações de profunda e verdadeira piedade. Só assim podia perseverar no 'partir do pão'" (JFS).

UMA ORDENANÇA E UM MEMORIAL
"...fazei isto em memória de mim".
A Ceia é do Senhor, logo, todos os discípulos de Cristo devem participar desse banquete espiritual, em memória e em obediência à ordem de Jesus.
mais que apenas uma lembrança, o substantivo anamnesis (memória) aponta para uma "lembrança ativa", isto é, "lembrar-se e agir em consequência". Trata-se de lembrar, e sobretudo "de fazer real, atual, e viva e, seu viver, a presença do Senhor" (JFS).
  • "Quando o homem se lembra de Deus, deixa que se ser e suas ações sejam determinados por Ele" (Childs).
  • Para lembrar-se de Jesus, o homem precisa negar-se a si mesmo, e tomar a sua cruz e segue a Jesus pelo caminho do discipulado.
O SANGUE DA NOVA ALIANÇA.
"... depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o meu cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós" (v. 20)
"O cálice que Jesus tomou nas mãos tinha um significado muito particular. Era o Cálice da Nova Aliança". Assim, a Ceia instaurada por Jesus indica o começo de um novo tempo.
  • Jesus derramou o seu sangue a fim de estabelecer uma Nova Aliança, frutos da graça e do amor de Deus.
  • "Comer o pão e beber o cálice é assumir um compromisso de preservar as doutrinas, manter acesa a chama da esperança, aceitar o pacto de permitir a santificação da sua vida para servir a Cristo" (JFS)
CONCLUSÃO.
Pelo fato de ser uma instituição divina, a Ceia não é um ritual religioso vazio, pelo contrário, é um "evento espiritual de forte expressão teológica" .
"Somos convidados a sentar à mesa com Cristo e todos os santos nessa grande proclamação da vida que é a Ceia". Portanto, com o nosso coração contrito,a legre, grato e arrependido nos coloquemos diante da mesa do Senhor. Alimentemos-nos do Pão vivo que veio do céu e habitou entre nós. 

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