Matheus Oliveira: Festa Junina

domingo, 24 de junho de 2012

Festa Junina

No passado, os festejos realizados no mês de junho levavam o nome muito apropriado "A Festa do São João" embora em outras regiões o nome original ainda permaneça.
         Com a utilização do moderno nome, possivelmente muitos, senão todos podem se envolver e dar a sua parcela de contribuição na festa, porém, utilizando o velho nome, com certeza muitos se sentiriam constrangidos em apoiar e até mesmo participar mais diretamente dessa festa devido a conotação religiosa, pagã e idólatra.
         O calendário nos mostra que essa data é exclusiva para a tal festa. Tentar diluir os efeitos utilizando outros nomes e alterando alguns aspectos característicos desse dia e dessa festa, dedicada a um ídolo, como é utilizado hoje por muitos grupos, é uma tentativa inútil de escapar da invenção da turba idólatra que inventou este festejo junino, que tem mais a ver com a lenda de um “santo”, do que mesmo com aspectos culturais.
         Um povo que vive longe de Deus desconhecendo a sua Perfeita Vontade está desprovido de discernimento para saber o certo e o errado. E em muitos casos é tênue a linha que separa a verdade da mentira e sendo tão sensível muitos confundem o belo e o feio, o certo e o errado, cultura e pecado; e nisto tropeçam levando-os a praticar atos que ferem a santidade do Deus Eterno.
         É bom reler o que o apóstolo Paulo escreve aos Romanos no primeiro capítulo e verso vinte e cinco; ele declara: “Homens que mudaram a Verdade de Deus em mentira, adorando a criatura no lugar do Criador.”
         A festa junina nada mais é do que uma homenagem a um ídolo chamado de João Batista. Há uma infeliz tentativa de se relacionar esse “santo” com o grande homem de Deus, João – apenas João - qualquer semelhança com outro é mera especulação.
         A homenagem ao “Santo São João” é envolvida de queima de fogueira, fogos de artifício de várias espécies, canjica, milho assado, pipoca, cachaça, etc.
         Muitos argumentam; Isso é cultura! Não estamos homenageando a santo nenhum, estamos participando de uma festa cultural, a festa junina. A Bíblia é clara quando diz: “... mudaram a verdade de Deus em mentira”, e eu prefiro ficar com a Bíblia.
         As lendas que envolvem este “santo” são fantásticas; é incrível como o ser humano é propenso a crer em qualquer coisa que se lhe apresente sem um exame mais acurado. Paulo escreve a Timóteo alertando-o sobre o que aconteceria com muitos; “se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas” II Tm. 4.4.
         João, o santo homem de Deus tinha algumas características peculiares que o destacava dos demais da sua época.
A primeira – Ele era cheio do Espírito Santo – Lc. 1.15 “Pois ele será cheio do Espírito Santo já desde o ventre materno. O controle que o Espírito Santo exercia na sua vida o impedia de ter uma vida desregrada voltada para os vícios e toda sorte de pecados.
A segunda – Ele tinha uma mensagem poderosa de arrependimento dada por Deus para o povo da sua época. As ações do povo revelavam a ignorância e o desconhecimento da santidade de um Grande e Eterno Deus
A Terceira – Ele pregava contra o pecado. Aquilo que os líderes, autoridades e o povo em geral praticava que não era do agrado do Seu Senhor, ele contestava; idolatria, adultério, corrupção, a bebedice e muitos outros pecados.
         O seu compromisso com Deus e a Sua Verdade estavam acima dos aspectos culturais e folclóricos dos seus contemporâneos . A visão que ele tinha de Deus conduzia o povo que vivia em densa cegueira espiritual a direcionar os olhos para ele; “ O Cordeiro de Deus que tira o pecado do homem” Jo 1.23
         A religião dos dias atuais promove um contexto de ingredientes adaptados à festa junina, pois o povo aprecia e a considera folclórica e cultural. No evangelho de Mateus no cap. 6.12 encontramos o resultado da fidelidade de João contra o erro e o pecado. Ele teve a cabeça decapitada pois se posicionou contra a imoralidade, algo que desagrada a Deus.
         A religião de hoje aponta para um “santo” onde os seus homenageadores dançam as quadrilhas, comem as canjicas, a pipoca, e bebem o quentão até altas horas.
         A festa sempre representa uma cerimônia embalada por crendices. Saltar a fogueira para dar sorte e deixar cair na fogueira todos os males para serem queimados.
         A Bíblia nos mostra inúmeros povos com suas respectivas culturas e línguas próprias. A partir do momento em que esses povos conheciam ao Deus Eterno e o seu poder, havia um ajuste racional, um novo desenho das diversas etnias, em suas crenças, filosofias, e todo o modo comportamental dos indivíduos, numa clara e pontual identificação ao modo de pensar e agir e relacional daquele para quem estavam se submetendo; Jeová, o Deus Eterno.
         Argumentar que essa festa do deus João é resgatar a cultura, a comida típica, a dança, é uma clara demonstração de moldar-se ao padrão deste mundo. O invólucro pode até ser atraente com um misto de boas intenções – afinal não estamos fazendo a festa em homenagem a nenhum santo – argumentam alguns, mas no cerne é onde está a origem dos festejos. Uma homenagem a um suposto santo!
         Portanto, é bom ter muito cuidado ao criar uma festa paralela com os mesmos ingredientes numa época quando os sentimentos do povo estão voltados em toda parte para a homenagem a um ídolo.
         É preciso muito cuidado quando o assunto é cultura pois atrás de muitos aspectos culturais há o paganismo e a vil idolatria. E muitos incautos, desavisados, incorrem no grave erro de confundir aspectos culturais religiosos com costumes milenares peculiares de uma etnia, que ainda não nomeou o Jesus Cristo como Senhor de suas vidas.

         Nós como genuína Igreja Evangélica, Cristã, baseada nos princípios e ensinamentos bíblicos, desaconselhamos e reprovamos toda e qualquer iniciativa, que apóie e incentive quem quer que seja, a viver uma vida velha, que Deus dela nos resgatou.
2 Ts. 2.8 - Tenham cuidado para que ninguém vos prendam a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo.
Mc.7.6-9 - Jesus respondeu: Hipócritas! Como Isaías estava certo quando falou a respeito de vocês! Ele escreveu assim: “Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles guardam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus.” E continuou:– Vocês abandonam o mandamento de Deus e obedecem a ensinamentos humanos. E Jesus terminou, dizendo: – Vocês arranjam sempre um jeito de pôr de lado o mandamento d Deus, para seguir os seus próprios ensinamentos. (BLH)  
Gálatas 4.8-11 - No passado vocês não conheciam a Deus e por isso eram escravos de deuses que, de fato, não são deuses. Mas, agora que vocês conhecem a Deus, ou melhor, agora que Deus os conhece, como é que vocês querem voltar para aqueles poderes espirituais fracos e sem valor? Por que querem se tornar escravos deles outra vez? Por que dão tanta importância a certos dias, meses, estações e anos? Estou muito preocupado com vocês! Será que todo o trabalho que tive com vocês não valeu nada?

         É necessário portanto, que nós como corpo do Senhor Jesus, não venhamos  a compartilhar destas consagrações; evitando, estarmos juntos aos que se alegram com elas. Neste caso, especifico, muitas cidades têm como tradições patrocinar festividades denominadas como "Festas Juninas", que consistem em "forrós e outras tradições" comuns à data; o Espírito de Deus nos aconselha a não participarmos de tais tradições, nem mesmo, admirá-las. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos  diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo,  todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.
         Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."  ( 2Co 6:14-16)


Fonte: Site da Igreja do Evangelho Quadrangular Independente

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