Matheus Oliveira: Morando na casa do AMOR (1Co 13.4-7)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Morando na casa do AMOR (1Co 13.4-7)


Introdução: Em um mundo marcado pela guerra, pela injustiça, pela crueldade, pelo egoísmo, pelo desespero, sonhamos em encontrar um lugar seguro para nos proteger das degradações provocada pelo desamor.
Quais os lugares possíveis em que podemos amar e ser amados? Nossa casa, nosso relacionamento familiar, nosso círculo de amigos, a igreja? Para muitos, todos esses lugares provocarem uma grande frustração: ao invés do amor, experimentaram a traição e o ódio.
Somente poderemos desfrutar do verdadeiro amor em nossos relacionamentos se estivermos vivendo na casa do amor, desfrutando e sendo alimentados pelo amor de nosso Pai celestial. Deus é amor, e na sua casa, em sua presença, o amor rege os relacionamentos.
Quatro considerações sobre a experiência de amar.
O AMOR NÃO É UMA SIMPLES PAIXÃO. O amor é paciente; o amor é bondoso. Não inveja, nãos e vangloria, nem é arrogante (1Co 13.4).
O amor de Deus, presente no coração do crente, não se esgota. Diante das dificuldades relacionais que enfrentamos, o nosso amor pelo irmão “não perde o fôlego”.
Da mesma forma que Deus é paciente para conosco, devemos ser em relação ao nossos irmãos.
O amor verdadeiro é benigno, voltado para o outro numa atitude de entrega, esperando sempre o melhor para o próximo.
A inveja, a vangloria e a arrogância destroem a vida relacional. A  igreja não cresce saudável com a presença de elementos da velha natureza.
A igreja deve ser regida pelo amor de Deus. Por isso, nos submetamos a Ele.
É POSSÍVEL AMAR. O amor não se porta de maneira inconveniente, não age egoisticamente, não se enfurece facilmente, não guarda ressentimentos (1Co 13.5).
O amor de Deus transforma o nosso caráter  nos levando a uma postura adequada ao caráter de Jesus.
  • O amor não porta de maneira inconveniente. Por isso, quem vive conduzido pelo amor de Deus não age com grosseria, mas de forma humilde e generosa.
  • O amor não age egoisticamente. O amor de Deus leva-nos a pensar no outro, e não apenas em nós mesmos. Sendo assim, nossa atitude deve ser sempre de respeito e consideração.
  • O amor não se enfurece facilmente. Irritar-se facilmente é demostração de ausência de paz, de tranquilidade e descanso da alma. O amor de Deus aplaca a ira, levando-nos a atitudes moderadas e sábias.
  • O amor não guarda ressentimentos.  Quem ama não guarda mágoas. O coração do crente não pode ser depósito de amarguras.
O amor de Deus já é uma realidade no coração daqueles que creram e receberam Jesus Cristo como Senhor. Evidenciamos nos nossos relacionamentos o amor de Deus que está em nosso coração.
EU AMO? O amor não se alegra com a injustiça, pois sua felicidade está na verdade (1Co 13.6).
Ver o bem e o progresso do outro de forma alegre, mesmo quando conosco as coisas não vão na mesma direção, somente por meio do amor de Deus presente em nós. “Eu não o que o outro tem, mas me alegro com a alegria desfrutada pelo outro”. Quem ama de fato, não se alegra quando as coisas não vão bem com o outro, numa atitude de compensação e de revolta. “Quando o outro perde, eu não me alegro, mas sofro com ele”. Isso é possível? Somente exercitando o amor de Deus. O amor não se alegra com a injustiça, pois o seu deleite está na verdade.
Nós sabemos se realmente amamos ou não. Nossas atitudes para com o outro, expõe se realmente somos verdadeiros. Não amemos apenas palavras, mas buscando sempre a justiça da vida do próximo.
NÓS AMAMOS PORQUE DEUS NOS AMOU PRIMEIRO. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba (1Co 13.7).
O amor de Deus nos leva a uma experiência elevada, em que todos os outros valores são relativizados. Nada supera o amor. Por ele, sofremos todo tipo de humilhação e afronta, mas continuamos amando. Mesmo em meio aos conflitos, dores, perseguições e carências, continuamos amando. Quando parece que não há mais esperança, continuamos esperando, aguardando a manifestação amorosa de Deus. Mesmo quando não temos o que poderíamos ter, mesmo quando sofremos o que não precisaríamos sofrer, mesmo ouvindo o que não necessitaríamos ouvir, por causa do amor suportamos tudo. A prática do amor proporciona paz e descanso em nossa alma. Percebemos que a verdadeira vida está em amar a Deus sobre todas as coisas, refletindo esse amor no relacionamento com o outro.
Conclusão. O verdadeiro amor jamais acaba. Para experimentarmos o verdadeiro amor é preciso amar na prática. E para amar é preciso deixar-se ser amado. Abramos o nosso coração e pratiquemos o AMOR.

Pr. Aziel Miranda
Primeira Igreja Batista de Itaberaba

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