Matheus Oliveira: O QUE DEUS ESPERA DE NÓS, AGRADÁ-LO OU IMITA-LO?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O QUE DEUS ESPERA DE NÓS, AGRADÁ-LO OU IMITA-LO?


Há um grande perigo em querermos agradar a Deus baseados em nossa própria justiça, em nossos méritos, em nossos feitos e realizações. A tendência é querermos barganhar com Deus, exigindo dele recompensas pelo nossos méritos.
Ficaria o Senhor satisfeito com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer o meu filho mais velho por causa de minha transgressão, o fruto do meu corpo por causa do meu próprio pecado? Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus (Mq 6.7-8).

Pois desejo misericórdia, não sacrifícios, e conhecimento de Deus em vez de holocaustos (Os 6.6).

 Vão aprender o que significa isto: "Desejo misericórdia, não sacrifícios'. Pois eu não vim chamar os justos, mas pecadores" (Mt 9.13)

Para agradá-lo é preciso abrir mão de qualquer tentativa de agradá-lo e começar a imitá-lo; para imitá-lo é necessário abrir mão de nossa tendência de enxergar diferenças de mérito entre bons e maus, passar a conceder a todos o mesmo improvável tratamento e as mesma chances. É preciso aprender a dispensar nosso sol e nossa chuva sobre os justos e injustos, sobre os que nos agradam e sobre os que nos odeiam, sendo nisso singulares como Deus é singular, santos como Deus é santo (Paulo Brabo Bacia das Almas, pg. 31)
Para nós, que normalmente somos religiosos barganhadores, a misericórdia nos parece muitas vezes um escândalo. Aliás, a graça é escandalosa.
O que dizer da atitude de Jesus para com uma mulher adúltera, Eu também não a condeno? (Jo 8.11).

Quem pode atirar a primeira pedra?
É preciso encarar a dura libertadora realidade de que você não é melhor do que ninguém e que carece da mesma misericórdia que todos os outros".


  • Não podemos conquistar a simpatia de Deus usando argumentos de superioridade em relação aos outros. 
  • Devemos imitar a Deus em atos de misericórdia e compaixão. Isso agrada a Deus.
DEUS CONDENA AQUELES QUE REJEITAM A GRAÇA E QUEREM CONQUISTÁ-LO PELO SACRIFÍCIO RELIGIOSO, USANDO-O COMO ELEMENTO DE TROCA

  • O meu sacrifício merece recompensa.
  • O meu esforço me garante direitos, retribuições, restituições, prosperidade, segurança, etc.
E, se é pela graça, já não é mais pela obras; se fosse, a graça já não seria graça (Rm 11.6).

DEUS NOS AMA, MESMO SENDO PECADORES

  • Somos pecadores, mesmo tendo sido justificados. Ainda carregamos a marca e a experiência da queda. O pecado é uma lei que atua em nós, levando-nos, muitas vezes, ao tropeço. "A consciência do pecado nunca está longe do verdadeiro cristão" (James Houston).
  • Reconhecendo o amor de Deus por nós pecadores, a morte gradual e constante para o mundo torna-se o modo de vida da pessoa. Por isso a importância das palavras de Jesus: Agora vá e abandone sua vida de pecado (Jo 8.11b).
  • Ao buscarmos viver a verdade, enfrentaremos terrível oposição. De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos (2Tm 3.12).
Conclusão. Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior (1Tm 1.15).
  • Quando reconhecemos e assumimos quem somos, alcançamos misericórdia e perdão.
  • "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede a graça aos humildes" (Tg 4.6).
  • Não fique onde você está. Não permaneça caído. Clame ao Senhor por misericórdia, ele está pronto a perdoá-lo, reergue-lo e fazê-lo trilhar por um caminho.

Pr Aziel Miranda
Primeira Igreja Batista de Itaberaba

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