Matheus Oliveira: O Pecado Imperdoável da Blasfêmia contra o Espírito Santo

terça-feira, 22 de julho de 2014

O Pecado Imperdoável da Blasfêmia contra o Espírito Santo

Imperdoável?


O Pecado Imperdoável da Blasfêmia contra o Espírito Santo 
(Mateus 12:31-32 Lucas 12:10 Marcos 3:29)

By Grantley Morris

Lucas 12:10 Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado,
mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 

[Escrituras Relacionadas]


(Esta importante webpage também está disponível em English, Francês, Alemão e Italiano)







Blasfêmia



Imperdoável



Indesculpável



Espírito Santo



Jesus Cristo



Verdade Bíblica



Blasfêmia



Condenado?



Perdoado!

Resumo

Seja lá o que Jesus quis dizer com sua declaração intricada a respeito do pecado imperdoável de blasfemar o Espírito Santo, a interpretação correta será consistente com o resto da revelação bíblica. E nós sabemos que no resto da Bíblia, repetidas vezes Deus declara sua ansiedade em perdoar qualquer e todo que vai a Jesus, genuinamente querendo perdão. O Deus da verdade enfaticamente deu sua palavra sobre isso. Sob a luz de tantas promessas inquebráveis, então para que alguém se torne imperdoável, algo acontece que faz com que essa pessoa pelo resto de sua vida recuse o perdão que Deus oferece gratuitamente a todos nós através de Jesus.Cuidadosamente, vamos examinar o significado da blasfêmia contra o Espírito Santo, e olhar para santos da Bíblia que claramente foram perdoados, mesmo apesar de parecerem culpados do pecado imperdoável.
Algo do que segue pode inicialmente parecer inacreditável, mas continue lendo: prova bíblica adicional revelar-se-á à medida que você proceder nessa webpage.


O que alguém deve fazer para blasfemar o Espírito Santo?

A Bíblia nem ao menos foi escrita em português originalmente, então – como qualquer estudioso da Bíblia insistirá – para entender o que a Bíblia quer dizer com blasfêmia contra o Espírito Santo, é inútil consultar num dicionário de português a definição de “blasfêmia”. Ao invés de pularmos para nossas próprias presunções em pânico e horror, nós devemos calmamente e em oração investigar profundamente na Palavra de Deus. Vamos ver o que a Bíblia diz sobre o que Jesus estava se referindo:
    Marcos 3:22-30 E os mestres da lei que haviam descido de Jerusalém diziam: “Ele está com Belzebu! Pelo príncipe dos demônios é que ele expulsa demônios”. Então Jesus . . . lhes falou . . . “Eu lhes asseguro que todos os pecados e blasfêmias dos homens lhes serão perdoados, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca terá perdão: é culpado de pecado eterno”. Jesus falou isso porque eles estavam dizendo: “Ele está com um espírito imundo”. (Ênfase minha)
Essas pessoas não estavam amaldiçoando ou xingando, nem insultando o Espírito Santo intencionalmente. Na verdade, eles eram teólogosdevotos que antes encarariam mil mortes a serem desrespeitosos com o Espírito de Deus. Eles se sentiam certos de que reverenciavam profundamente o Espírito Santo. (Nota)
Seja lá o que Jesus quis dizer com o pecado imperdoável, ele não estava se referindo ao uso de linguagem suja contra o Espírito Santo quando avisou aquelas pessoas. Eles nem sequer buscavam atingir o Santo Espírito. Jesus era o foque de seu ataque. Jesus, o Espírito Santo, era aquele que eles buscavam insultar e desacreditar. Simplesmente ocorreu que, como era de se esperar, insultar um membro da Trindade insulta todos os três. A doutrina da Trindade torna ridícula qualquer noção de que o Espírito Santo pode ser mais santo, ou menos sensível, ou menos clemente que o Filho de Deus.
A salvação deles (perdão eterno) estava em risco não porque eles estavam desaprovando algum aspecto da humanidade de Jesus – sua percepção da moda, maneiras à mesa, ou o que seja – mas porque eles estavam desaprovando algo fundamental para o papel espiritual de Jesus como único Salvador da humanidade. Eles não estavam meramente insultando o Espírito Santo; eles estavam destruindo qualquer possibilidade de Jesus ser o Salvador do mundo.
Se, ao falar da blasfêmia contra o Espírito Santo, Jesus não estava se referindo especificamente atacar o Espírito Santo ao invés de qualquer membro da Santíssima Trindade, tampouco ele poderia estar se referindo a um pensamento passageiro, ou a um persistente e indesejado. Vejamos por quê.
Suponha que fosse ensinado nos círculos cristãos que pensam em girafas azuis é um pecado imperdoável. “Pense uma vez numa girafa azul, e você está condenado eternamente.” Todo cristão exposto a este ensinamento acabaria pensando numa girafa azul, já que é um fato da vida que quanto mais alguém tenta não pensar em algo, mais ele pensará neste algo. Isto é não pecaminoso; é simplesmente como a mente humana funciona.
Você supõe que nosso Criador não sabe disso? Você acha que ele nos fez para sermos eternamente condenados? É o que você teria que pensar se supõe que Deus trata como imperdoáveis pensamentos indesejados zumbindo em nossas mentes.
Então, vamos olhar mais de perto a afirmação de Jesus, para ver o que ele quis dizer.
    Marcos 3:30 Jesus disse isso porque eles estavam dizendo: “Ele está com um espírito imundo”
Isto deixa claro como cristal: foi especificamente porque estes estudiosos da Bíblia acreditavam genuinamente que Jesus tinha um demônio que ele lhes emitiu esse aviso. Imagine conhecer as Escrituras de dentro pra fora, e ainda ser tão propositalmente cego a ponto de estar convencido de que os milagres de Jesus eram malignos, e que o Salvador do mundo – o Cordeiro Santo de Deus, sobre quem estava seus destinos eternos – estava possuído por um demônio!
Esses teólogos não estavam meramente resistindo o poderoso testemunho do Espírito Santo de que Jesus é de Deus; eles na verdade escolheram acreditar que o Salvador do mundo era tão anti-Deus a ponto de estar em liga com o príncipe dos demônios. Este não era um pensamento fugaz ou indesejado, como os que atacam tantos crentes; eles estavam tão certos de que sua terrível crença a respeito de Jesus estava correta que se empenharam em convencer todos a desprezar Jesus, sua única esperança de salvação. Cristo não disse que nem essas pessoas poderiam se arrepender e encontrar perdão, mas em seu amor ele as viu como precisando ser alertadas.
Para compreender o que torna imperdoável o pecado a que Jesus se referia, precisamos nos perguntar o que faz qualquer pecado perdoável. Nós sabemos que o perdão de Deus – sua habilidade de ser comprometido à justice, e ainda assim deixar nossos pecados sem a devida punição – só é possível porque o Santo Filho de Deus foi enviado à terra com a missão divina de carregar os pecados do mundo. Ele sofreu por cada e todo pecado que qualquer humano já cometeu.
Cristo só pode fazer isso porque ele era completamente puro e sem pecado. Como sabemos do pecado de Adão, o salário final de apenas um pecado já é a morte. Se Jesus tivesse o menor traço de mal, ele estaria morrendo não por nossos pecados, mas pelo seu próprio. Sua morte então não teria mais poder salvador do que a morte de qualquer um. Além de que, se Cristo fosse do demônio, como esses teólogos teimosamente afirmavam, seu sacrifício teria sido completamente inaceitável para o Santo Deus.
Qualquer um blasfemando o Espírito no sentido em que Jesus usou o termo, genuinamente acredita que o Espírito através de quem Jesus ministrou era mal. Nós sabemos que só há salvação através de Jesus, e que ninguém pode encontrar o perdão de Deus enquanto ele/ela estiver ativamente rejeitando Jesus como salvador. Nós podemos entender de forma errada muitas coisas a respeito de Jesus – ninguém tem teologia perfeita – mas acreditar que ele está trabalhando para o diabo é um erro de forma muito fundamental. Qualquer um acreditando isso sobre nosso Senhor se recusará a aceitar que Jesus oferece o perdão divino. Não importa quão compassivo Deus é, ninguém acreditando que Jesus estava agindo a favor do diabo poderia ser perdoa nessa vida e nem na próxima, porque tal pessoa está rejeitando sua única forma de salvação.
Parasse, entretanto, a pessoa de acreditar nessa blasfêmia, e começasse a acreditar que Jesus é o sacrifício sem pecado de Deus pelos pecados do mundo. Essa pessoa não está mais blasfemando o Espírito pelo qual Jesus operou, e pode agora encontrar perdão através dele.
Todos sabemos que pessoas que rejeitaram Jesus como Salvador por um período de suas vidas podem encontrar perdão se mudarem suas crenças a respeito dele. Da mesma forma, perdão está disponível para todo ex-blasfemador do Espírito Santo que reverte suas crenças sobre o Espírito que habitava e dava poder para Jesus. Nós vamos provar isso cuidadosamente pelas Escrituras.

Esperança para Aqueles que Blasfemaram o Espírito

Já que somos salvos pela graça através da fé em Jesus, o que acreditamos sobre ele é crítico para nossa salvação. E já que não somos salvos por obras, nossas crenças firmes sobre Jesus são muito mais importantes para nossa salvação do que qualquer ação impensada ou deslize da língua.
Qualquer um acreditando na salvação de Jesus pode ser perdoado até do pecado de no passado ter acreditado que Jesus, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5) é tão veementemente oposto a Deus a ponto de estar em liga com o diabo. Mas ninguém jamais poderá ser perdoado enquanto acreditar que Jesus está em liga com o diabo. Essa oferta de perdão para a blasfêmia passada é confirmada no livro de Atos.
Começando com seu sermão cheio do Espírito no Dia de Pentecostes, Pedro repetidamente pregou perdão aos pecados de pessoas a quem ele disse coisas como “Jesus, que vocês crucificaram,” e “Vocês o entregaram para ser morto, e negaram-no perante Pilatos, embora ele tenha decido deixa-lo ir embora. Vocês negaram o Santo e Justo e pediram que lhes fosse libertado um assassino. Vocês mataram o autor da vida . . . Arrependam-se, pois, e voltem-se para Deus, para que os seus pecados sejam cancelados, para que venham tempos de descanso da parte do Senhor . . .’ (Escrituras).
As pessoas religiosas que Pedro acusou com essas ofensas obviamente não acreditavam que estavam matando um homem de Deus, e ainda assim eles estavam bem informados do caráter sobrenatural inegável dos milagres de Jesus. Se o poder por trás dos milagres de Jesus era sobrenatural, mas não de Deus, tinha quer ser demoníaco. Essas pessoas devem, portanto, ter blasfemado o Espírito de Deus por apaixonadamente acreditar que Jesus estava dominado por um espírito mal. E ainda assim Pedro, sob a unção do Espírito Santo, ofereceu a essas mesmas pessoas salvação, se elas voluntariamente se arrependessem – mudassem suas crenças sobre o Espírito através do qual Jesus ministrou – e colocassem sua fé em Jesus como seu Salvador.
Escondido no sermão de Pentecostes está algo também altamente significante. Perdão é oferecido para pessoas que negaram (a palavra, traduzida como “rejeitaram” na Nova Tradução na Linguagem de Hoje, é usada duas vezes em Atos 3:14-15) Jesus. No original em grego, essa mesma palavra é a que Jesus usou quando afirmou:
    Mateus 10:33 Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus.
O pronunciamento de Jesus aqui é tão enfático quanto o que ele fez sobre o pecado imperdoável. Não oferece nenhuma esperança para qualquer um negando/renegando Jesus, e ainda assim as Escrituras em outro lugar provam sem sombra de dúvida que este pecado pode ser de fato perdoado. Isto destaca o fato de que quando vemos nas Escrituras o que parecem terríveis pronunciamentos de condenação, eles se aplicam apenas àqueles que morrem ser nunca se arrependerem desse pecado e buscarem perdão por ele através do sangue derramado de Jesus.
Considerem o seguinte:
    1 Coríntios 6:9-10 Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.
Como muitas outras partes perturbadoras da Bíblia, esta parece não dar nenhuma esperança para alguém culpado. Se nós entramos em pânico, entretanto, é porque rasgamos esses versículos da Bíblia, lendo-os isolados, sem adequadamente considerarmos o resto das Escrituras.
Neste caso, a resposta está no próximo versículo:
    1 Coríntios 6:11 Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus.
Simplesmente não é próprio da Bíblia, entretanto, que sempre se espere encontrar esperança no contexto imediato. Por exemplo, nós lemos algo semelhante em Apocalipse, mas os versículos ao redor não dão uma insinuação de perdão como disponível. O versículo parece dizer quetodos os mentirosos vão para o inferno, mas sabemos que isso não pode ser verdade, porque essa interpretação é inconsistente com o reto das Escrituras, e que humano nunca mentiu?
    Apocalipse 21:8 Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte.
Não faz diferença se a chave interpretativa de uma parte das Escrituras está no versículo seguinte ou a cem versículos de distância; é um erro sério tentar interpretar essas partes supostamente de condenação enquanto ignora-se o repetido ensinamento da Bíblia do poder de nosso Senhor ressuscitado para perdoar todo pecado.
Um versículo é tirado de contexto não somente se os versículos ao redor são ignorados, mas toda vez que uma passagem é divorciado da revelação bíblica total de Deus. Afirmações de condenação, como “o salário do pecado é a morte” ou “quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado” nunca foram divinamente planejadas para serem arrancadas do resto da Bíblia e torcidas em algo que anula outras partes da revelação de Deus.
Suponha que um pai avise um filho: “Desobedeça, e te matarei!” A interpretação correta dessas palavras depende inteiramente no caráter da pessoa. Significará coisas radicalmente diferentes se o pai é amoroso e gentil, com senso de humor, ou severo, ou absolutamente capaz de cometer assassinato. Para compreender corretamente a Palavra de Deus, devemos entender o coração de Deus. Então, qual é o coração de Deus? Amor, diz a Bíblia. É amor que faz com que ele fortemente advirta, e é amor que faz com que seu coração derreta e perdoe ao primeiro sinal de arrependimento.
Para entender o que Deus quer dizer com declarações ásperas, que parecem negar toda possibilidade de perdão, precisamos conhecer Deus tão profundamente quanto pudermos. Uma forma essencial de saber como alguém reagirá a novas situações é observar por um longo período como ele lida com situações similares. Então, para entender como Deus reagirá a alguém blasfemando o Espírito, vamos ver como ele agiu anteriormente, depois de expedir outros terríveis avisos. Repetidas vezes a Bíblia registra Deus aparentemente deixando as pessoas sem esperança, e ainda assim as livrando de alguma forma, no momento em que elas mudaram sua atitude e olharam para ele com fé. Por exemplo:
    * Deus disse a Moisés: “Deixe-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os destrua. Depois farei de você uma grande nação”. Moisés desobedeceu a ordem do Todo Poderoso para deixá-lo. Foi um ato audaz, já que foi por desobediência que todos os outros estavam prestes a ser destruídos. Mas este homem conhecia o coração de Deus. Ele orou, e Deus reverteu sua decisão de destruí-los. (Êxodo 32:10,14).
    * A Lei de Deus dizia que nenhum moabita, “ou qualquer dos seus descendentes, até a décima geração, poderá entrar na assembleia do Senhor” (Deuteronômio 23:3), e ainda assim Rute, a bisavó de Davi, era moabita, e se tornou um ancestral escolhido por Deus do Messias.
    * A Lei de Deus dizia que todo aquele culpado de adultério deveria ser morto (Levítico 20:10; Deuteronômio 22:22; João 8:5). Davi, o adúltero, se arrependeu, e apesar da ira de Deus, não lhe foi permitido apenas viver, mas continuar reinando com a bênção complete de Deus (2 Samuel 12:13).
    * Jonas era um profeta (2 Reis 14:25). Sua profecia inteira, de acordo com as Escrituras, era “Daqui a quarenta dias Nínive será destruída” (Jonas 3:4). A profecia não deixava nenhuma sombra de esperança. O instrumento escolhido por Deus para pronunciar essa sentença de morte odiava essas pessoas profundamente. Ele as queria aniquilada. Você pode ter certeza que nada na linguagem corporal desse mensageiro de Deus que insinuasse a esses pagãos que o Deus desse estrangeiro poderia ser amável e misericordioso. Tudo que atingia seus sentidos os dizia que estavam condenados. Eles eram perversos. Eles mereciam destruição. Seu tempo tinha acabado. Ainda assim, eles se arrependeram, e a profecia divinamente inspirada caiu por terra.
    * O profeta Miquéias profetizou nos dias do rei Ezequias, dizendo: “Assim diz Senhor dos Exércitos: ‘Sião será arada como um campo. Jerusalém se tornará um monte de entulho, a colina do templo um monte coberto de mato’ ”. Ezequias buscou o Senhor, e Deus compadeceu-se. (Jeremias 26:18-19).
    * O rei Ezequias estava terminalmente doente. O grande profeta Isaías disse: "Assim diz o Senhor: Ponha a casa em ordem, porque você vai morrer; você não se recuperará." Ezequias orou, e outra profecia caiu por terra (Isaías 38:1-5).
    * A Bíblia claramente indica que profecias de condenação não são dadas para que Deus possa provar quão esperto ele é em prever o future, mas na esperança de que a condenação profetizada será evitada pelo arrependimento das pessoas. “Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado, despedaçado e arruinado, e se essa nação . . . converter-se da sua perversidade, então eu me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado” (Jeremias 18:7-8, veja também Jeremias 26:3.13; 36:3). “E, se você disser ao ímpio: ‘Certamente você morrerá’, mas ele se desviar do seu pecado e fizer o que é justo e certo  . . . Nenhum dos pecados que cometeu será lembrado contra ele . . . certamente viverá” (Ezequiel 33:14,16). Por que isso? Por causa do coração de Deus: “Juro pela minha vida, palavra do Soberano Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam . . .” (Ezequiel 33:11).
    * Jesus repetidamente repeliu a mulher cananéia, a chamando de cão, e dizendo em resposta ao apelo de seus discípulos para se livrar dela: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel”, e depois: “Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”(Mateus 15:24,26). Ela persistiu e conseguiu o que queria – a mesma coisa que Jesus acabara de pronunciar como errada e contrária a sua missão divina.
Isto nos permite ver fundo no coração de Deus, e saber o que ele realmente quer dizer com declarações severas que parecem dar nenhuma escapatória. Sua própria severidade é pretendida para mover as pessoas a buscar Deus, para que ele possa compadecer-se.
Deus não é instável, nem mentiroso. Ele se prende inabalavelmente para o que ele quer dizer; nunca para uma má interpretação do que ele quer dizer. A única maneira de evitar entender Deus de forma errada é nunca subestimar seu coração misericordioso e amável, e como a mudança de coração de um picador e fé no sacrifício de Cristo libera Deus para perdoar como ele deseja, e subitamente o impossível se torna possível. É claro que, se uma pessoa não responde da maneira que Deus espera, a terrível declaração continua em vigor.
Para entender o que Deus denota como um pecado imperdoável, é essencial interpretá-lo sob a luz de seu coração misericordioso, e sua habilidade de perdoar através de Cristo, e sua incapacidade de perdoar fora da fé em Cristo. Se, entretanto, ao invés de ler a Bíblia em sincronia com o coração de Deus, nós a lemos deixando-nos ser dominados por uma consciência condenatória ou por medo de que Jesus não “é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus” (Hebreus 7:25), nós vamos repetidamente compreender isto de forma errada.
Tristemente, sentir-se certo da natureza clemente de Deus é particularmente difícil para algumas pessoas sofrendo aflições psicológicas, como Transtorno de Ansiedade Generalizada (ansiedade sem motive pode ser interpretada erroneamente como incapacidade de se libertar da culpa), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (que pode causar uma consciência condenatória e/ou pensamentos incontroláveis de blasfêmia), depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia, ou transtorno delirante. Eu explico mais disso – especialmente TOC – nas páginas seguintes. Certamente, nem todos sofrendo dessa forma foram diagnosticados. Tratar tais doenças ajuda essas pessoas a ler a Bíblia de uma forma mais próxima de como Deus pretende que ela seja interpretada.

Outro Blasfemador do Espírito Santo Perdoado

Nós vimos que Pedro ofereceu perdão aos Judeus que tinham cometido o pecado imperdoável de endurecer tanto seus coração ao ponto de genuinamente acreditar que o Espírito pelo qual Jesus operou era demoníaco. Vamos explorar isso ainda mais olhando para Saulo de Tarso, que mais tarde se tornou o apóstolo Paulo.Eu só posso encontrar uma explicação para o comportamento de Saulo: ele acreditou – e fez tudo que podia para forçar outros a acreditar – que Jesus executava seus milagres através do poder de demônios. O caráter sobrenatural do ministério de Jesus era conhecimento comum na época naquela parte do mundo. Tanto que Pedro podia com confiança dizer a um estrangeiro vivendo na fronteira da Palestina, bem longe de onde Jesus realizou a maioria de seus milagres: “Sabem o que aconteceu em toda a Judéia, começando na Galileia . . . como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e poder, e como ele andou por toda parte fazendo o bem e curando todos os oprimidos pelo diabo, porque Deus estava com ele” (Atos 10:37-38).
Saulo, um homem muitíssimo inteligente, com conexões com os maiores líderes judeus, e profundamente envolvido na tentativa de mudar as crenças cristãs, teria que saber tudo sobre os famosos milagres de Jesus. Além disso, ele não era um cético moderno. Sendo um fariseu, ele fortemente acreditava no sobrenatural – anjos, demônios, vida após a morte, e assim por diante. Claramente, quando Saulo era violentamente oposto a Jesus, o que fazia milagres, ele devia estar convencido de que o poder de Jesus para sobrenaturalmente curar era demoníaco.
O homem que se tornou apóstolo escolhido por Deus literalmente torturava cristãos, tentando forçá-los a blasfemar (Atos 22:19; 26:11). Já que ele era um homem temente a Deus que pensava servi-lo ao fazer isso, ele não poderia supor na época que estava tentando fazê-los blasfemar Deus. Ele deveria estar tentando fazer os cristãos proferirem as mesmas coisas blasfemas sobre Jesus e sua Fonte de poder, que na ocasião Saulo firmemente acreditava ser verdade.
Para não nos deixar em dúvida, o próprio Paulo declarou ao escrever que “a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor” (1 Timóteo 1:13). Ele disse que agiu em ignorância, mas era uma ignorância bem limitada. Ele blasfemou apesar de ser um erudito da Bíblia, sabendo cada palavra do Velho Testamento, incluindo todas as profecias messiânicas cumpridas por Jesus. E ele continuou a ser um blasfemador apesar do testemunho de todos os cristãos incontáveis com quem ele discutiu e de todos que ele torturou. O perdão total desse homem prova quão ansioso Deus é para achar razão para misericórdia.
Em contraste a cristãos que blasfemam sem ardor, ou ocasionalmente, Paulo era inflexível em sua blasfêmia e determinação a forçar cristão a blasfemar. “Mas Saulo não era cristão quando pensou tal coisa horrível a respeito de Jesus”, contestam pessoas que sentem que se eles pecarem depois de se tornarem cristãos isso de alguma forma impede Deus de ser misericordioso. Isto implica que Deus era mais amável ou gracioso em relação a nós quando éramos seus inimigos do que depois que ele nos fez dele. Isto é ridículo! Se Deus pode encontrar a graça para perdoar seu inimigo, ele não pode perdoar seu próprio filho?
    Romanos 5:10 Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida! (Ênfase minha)
    Hebreus 7:25 Portanto ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles.
Se o mal de Saulo pôde não apenas ser perdoado, mas ele ainda foi selecionado por Deus para ser um dos maiores cristãos, então Deus te perdoará e te fará grande.
Como as Escrituras afirmam, o Senhor verdadeiramente é “paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9). (No original grego, “arrependimento” literalmente significa “mudar de ideia”.)
Então Saulo, como qualquer um como ele, pode ser perdoado e assombrosamente usado por Deus pelo resto de sua vida simplesmente porque teve uma mudança de coração, e não acredita mais que Jesus tinha um demônio.
O que faz as pessoas imperdoáveis não é Deus endurecer seu coração contra elas. O Deus de amor eterno, que não quer que ninguém pereça, não se racha de repente e não quer perdoar certas pessoas. Elas são imperdoáveis exclusivamente porque só há salvação através de ninguém mais do que Aquele que elas estão repudiando como demoníaco. É um pecado eterno porque, uma vez que uma morre ainda conscientemente rejeitando a salvação de Jesus, não há oportunidade para perdão na próxima vida. Qualquer um se arrependendo e acreditando em Jesus antes da morte, será perdoado.

Impossível ser Salvo?

Quando perdão é impossível, se agarre a Jesus, e “impossível” se torna uma palavra que perde todo significado.É completamente impossível a um camelo passar pelo buraco de uma agulha, e ainda assim Jesus disse que mesmo essa impossibilidade seria mais fácil de ocorrer do que um homem rico entrar no Reino de Deus. Não vamos diminuir a força do que Jesus está dizendo. Um camelo era a maior criatura usualmente encontrada na nação, e o buraco de uma agulha era a menor abertura facilmente descritível. Não é somente difícil: é impossível. Os discípulos compreenderam. Eles ficaram espantados. “Quem então pode se salvar?”, perguntaram em sua perplexidade. Se você é tentado a pensar que é impossível a Deus perdoar seus terríveis pecados, então grave a resposta de Jesus em seu cérebro: “Aos homens é isto impossível, mas não a Deus; todas as coisas são possíveis a Deus” (Marcos 10:27).
Vamos esclarecer o assunto revisitando este incidente. Jesus afirmou que é impossível que algumas pessoas sejam salvas. Então – aparentemente só porque os discípulos o indagaram – no instante seguinte ele disse que com Deus nada é impossível. Disso nós vemos que não importa quão impossível possa ser que um blasfemador do Espírito Santo seja salvo, de repente se torna possível quando o Deus do impossível se envolve.
A questão então se torna: tal pessoa mudará sua atitude e buscará Deus por esse milagre, ou continuará a desprezar sua única esperança de salvação? Nós já sabemos qual a posição de Deus – ele não quer que ninguém pereça. A bola está de volta à quadra do blasfemador.

A Verdade Destilada

Numa primeira leitura, a declaração de Jesus sobre um pecado imperdoável parece contradizer o resto das Escrituras. A Bíblia diz que todopecado pode ser perdoado; Jesus diz que o pecado de blasfemar o Espírito pelo qual ele operou – acreditar que o Espírito de Jesus é do diabo – não pode ser perdoado.Na verdade, eles estão dizendo exatamente a mesma coisa. A Bíblia diz que todos os seus pecados serão perdoados, se você acreditar que Jesus é o meio de salvação de Deus. Jesus diz que todos os seus pecados serão perdoados, a menos que você se recuse a acreditar que ele é o meio de salvação de Deus, e ao invés escolha acreditar que Jesus é do diabo.
Ninguém acreditando na doutrina condenatória de que Jesus é possuído por um demônio pode ser perdoado, mas qualquer um que não acredite mais nessa blasfêmia pode encontrar perdão.
Como explicado anteriormente nessa série de webpages, entretanto, a ansiedade de Deus para perdoar não significa que ele fará a fé fácil. São aqueles que encontram grandes desafios para ter fé que desfrutaram de imensa glória eterna. Que seu amável Senhor faça ser fácil você acreditar que é perdoado seria furtar de você uma recompensa maior do que você poderia jamais imaginar.

Qualquer pecado pelo qual você sinceramente busca o perdão de Jesus, não é o pecado imperdoável

As Escrituras prometem perdão para toda pessoa má que se voltar para Deus.
    Isaías 55:7 Que o ímpio abandone seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele perdoará de bom grado. (Ênfase minha)
[Outras maravilhosas Escrituras para ler]
Qualquer um que busca o perdão de Jesus está obviamente se voltando para Deus. Isto faria de Deus um mentiroso se ele desprezar qualquer um que se arrepender de seu pecado e buscasse o perdão de Deus. O julgamento de Deus sobre aqueles que continuamente resistem ao seu Espírito não é que ele não responderá quando elas se voltarem a ele. O julgamento é que elas se ternariam tão endurecidas que não se voltariam a Deus por perdão.
    Isaías 6:10 Torne insensível o coração desse povo . . para que não se convertam e sejam curados. (Ênfase minha) [Versículo inteiro]
Você vê? Se eles se convertessem (o mesmo que voltassem) eles seriam perdoados (curados das consequências eternas do pecado). O julgamento é que seus corações se tornam tão insensível que eles se recusam a voltar-se a Deus e colocar sua fé no poder de Jesus para perdoar.

Prova de que você não blasfemou o Espírito Santo

O aviso de Jesus contra blasfemar o Espírito Santo nos dá um calafrio. E com razão. Nós não ousamos abusar da graça de Deus. É verdade que o Espírito de Deus não irá “não contenderá com o home para sempre” (Gênesis 6:3). Contudo, se você se encontra desejando amizade com Deus, está claro que o Espírito ainda está “contendendo” contigo – apaixonadamente trabalhando em você numa tentativa de te persuadir de volta a Deus.
    João 16:8 Quando ele [o Consolador, o Espírito da Verdade] vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo.
Já que convicção do pecado é trabalho do Espírito, se você se sente convencido do seu pecado, o Espírito Santo obviamente não se retirou de ti. Ao contrário, ele está ativamente trabalhando em sua vida, buscando busca-lo de volta a Jesus. Sentir a necessidade de perdão é prova clara de que Deus não desistiu de você.
    João 6:44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia.
Seu desejo de ir até Jesus é prova de que Deus Pai está te atraindo. É uma confirmação irrefutável de que ele não te abandonou.
Alguém que é imperdoável deve ser alguém que não mais encontra as condições das promessas de perdão de Deus. Em outras palavras, eles se tornam tão endurecidos que não querem que Jesus perdoe seus pecados. Ou eles viram suas costas para Deus tão desafiadoramente que se recusam a retornar a Jesus, ou nunca buscam perdão porque imaginam que Deus aprova seu pecado. Um exemplo do segundo pode ser alguém tão preso em imoralidade sexual ou heresia perversa que pelo resto de suas vidas eles acreditam que seu pecado é aceitável a Deus.
Há uma ênfase enorme nas Escrituras de que perdão está gratuitamente disponível para qualquer um que vá a Jesus em simples confiança, ansiando por se livrar de seus pecados. (Aqui estão alguns exemplos.)
Além do que, a Bíblia indica que não são aqueles que cometeram poucos erros que mais facilmente encontram salvação, mas aqueles que se veem entre os piores pecadores (Escrituras Relevantes).
Considere Paulo, tão poderosamente perdoado e abençoado por Deus. Ele se via como o maior pecador (1 Timóteo 1:15-16).

Por que a maioria dos cristãos já pensou ser culpado do pecado imperdoável

É normal para os cristãos se encontrarem fortemente tentados a pensar que estão além do perdão de Deus. Isto é tão comum porque nós todos temos o mesmo inimigo espiritual. Em comparação com o Deus que habita em nós, nosso inimigo é tão débil que pode nos fazer pouco além de nos contar mentiras ardilosas na esperança de nos enganar.O diabo é como um valentão da escola. Ele te odeia furiosamente, mas não tem poder para te ferir, pois seu melhor amigo é muito maior que ele. Enquanto você e seu amigo permanecerem inseparáveis, o valentão só pode fumegar em completa frustração e desamparo. Seu amigo é fiel, e nunca de deixará. A única esperança do valentão é se você se afastar do seu amigo. Mas por que você seria tão estúpido? Você só o faria se imaginasse que seu amigo não se importa mais com você, e não te defenderia.
O diabo sabe que suas opções são limitadas. Pois enquanto você se agarrar a seu amigo Jesus, você é mil vezes mais poderoso que o diabo. Então ele arma um plano. De alguma forma ele tem que te convencer de que Jesus não mais é devotado a ti. Se você acreditar nessa mentira, erradamente vai imaginar que oração e ficar perto de Cristo são inúteis. Então, você vai se afastar da única Pessoa que pode frustrar os planos do Maligno de te destruir. Se ele conseguir te enganar, e fizer com que você não invoque o poder esmagador-de-diabo de Cristo quando Satanás atacar, ele pode te transformar no brinquedinho dele.
Então o Acusador dos irmãos febrilmente tenta seu velho truque sujo em você, assim como ele faz com todos os outros cristãos, esperando te enganar, ao fazê-lo pensar que o amável Senhor te rejeitou. Se esse trapaceiro diabólico conseguisse te enganar, então ele poderia torcê-lo entre os pequenos dedos dele, como alguém mandando nas pessoas porque elas não percebem que o que parece ameaçador não é nada além de uma arma de brinquedo. Se você vê através do truque do diabo, entretanto, ele está liquidado. Ele terá que fugir para se salvar.
Ninguém nesse planeta merece o perdão divino. Deus oferece perdão não por causa do que você fez ou deixou de fazer, mas por causa do que Jesus fez. Em seu amor exorbitante, Deus quer tratar todos como se fossem sem pecado. O que a Justiça requer é que você faça com que seja legal que ele te perdoe. Isso acontece quando, através da fé, você se identifica com Cristo, acreditando que ele morreu por todos os pecados que você já cometeu. Uma troca divina acontece então, pela qual Cristo recebe seu pecado (foi o que o matou), e você recebe sua impecabilidade (é o que te dá vida espiritual).
Lembre-se de que, quando Jesus foi tentado, o diabo citou a Bíblia. Jesus expos as mentiras dele, provando que o diabo tinha destorcido a Palavra de Deus, citando outra parte das Escrituras de volta. Foi isso que eu tentei fazer nessa webpage e na próxima, e na verdade em toda essa série de páginas. Não deixe o Enganador bagunçar sua mente ao citar certos versículos, como se o Resto da Bíblia não existisse. Ao invés disso, resista a poderosamente persuasiva lavagem cerebral do Maligno ao continuamente se imergir na verdade dessas webpages. Não habite nas mentiras dele, dessa forma dando a ele licença para enganar.
Para tratamento medico efetivo, a pessoa deve tomar pílulas idênticas dia após dia. Da mesma forma, você deve absorver essas verdades as lendo de novo e de novo. Jesus venceu as mentiras do diabo citando as Escrituras da memória. E ele também estava familiarizado com o ensinamento completo das Escrituras e com o coração de Deus, que apesar do poderoso intelecto do enganador, Jesus viu através de cada tentativa astuta de distorcer a Palavra de Deus.

Pessoas perdoadas que poderíamos supor terem cometido o pecado imperdoável

Quem era o maior dos cristãos do primeiro século? Alguns diriam Pedro, Alguns diriam Paulo. E ainda assim ambos cometeram pecados tão graves a ponto de parecem imperdoáveis. Apesar de já termos examinado alguns de seus pecados, devemos explorar ainda mais fundo. Encobrir a gravidade de seus pecados poderia fazer com que perdêssemos algo de muito significante sobre a extensão do perdão de Deus.Não foi falsa modéstia que moveu Paulo a se rotular o “principal dos pecadores”. Apesar de sua mente estar saturada com versículos que lhe diziam o oposto, ele buscou assassinar cristão poderosos, como Estêvão, que, se permitido viver, poderia ter salvado milhares de almas do tormento eterno. Ainda pior, ele tentou não apenas acabar com suas preciosas vidas, mas torturou os cristãos, na esperança de que eles blasfemassem e rejeitassem sua única possível via de salvação. Até mesmo assassinos violentos em massa e estupradores violentos e loucos raramente tentam violar o destino eterno de suas vítimas. Algumas pessoas tentaram banir o cristianismo de seus países, mas poucas pessoas na história tentaram como Paulo obliterar cada traço do cristianismo do planeta inteiro. Sobre todos os homens, Paulo era o que mais merecia destruição, e ainda assim Deus estava tão ansioso por perdoá-lo que o Senhor dramaticamente interveio no caminho para Damasco.
E considere Pedro, o outro competidor para o título de maior cristão do primeiro século. Quando ele viu Jesus pela primeira vez, estava tão oprimido por sua pecaminosidade que se jogou aos pés de Jesus, implorando ao santo Senhor que o deixasse (Lucas 5:8). Jesus deu boas-vindas a Pedro não apenas como seu amado seguidor, mas como apóstolo, e não apenas um apóstolo, mas um do círculo interno dos três (Pedro, Tiago e João). E sim, mesmo entre esses três, o nome de Pedro regularmente estava no topo da lista.
Ainda assim encontramos Pedro cometendo um dos pecados imagináveis mais terríveis – ser usado como uma ferramenta de Satanás para tentar o santo Filho de Deus. E essa não era uma tentação pequena. Ele procurou usar sua amizade especial com Jesus para seduzir o Senhor a rejeitar o caminho da cruz – a única maneira pela qual qualquer um nesse planeta poderia ser salvo. Se Pedro tivesse conseguido, todos nós estaríamos espiritualmente condenados! E vindo de alguém tão próximo ao coração de Jesus, e de alguém que tinha acabado de maravilhar Jesus por sua sensibilidade ao Espírito, Pedro lançou a Jesus uma tentação bem sedutora. “Para trás de mim, Satanás”, Jesus foi forçado a replicar. (Comentário)
Depois, Pedro ainda negou seu Senhor, não um ou duas, mas três vezes, usando votos e tudo que ele podia imaginar para totalmente desassociar-se de sua única Esperança de salvação.
Nas Escrituras originais, a mesma palavra é usada em cada um desses versículos:
    Mateus 26:70 Mas ele [Pedro] o negou diante de todos . . .
    Mateus 26:72 E ele, jurando, o negou outra vez: “Não conheço esse homem!”
    Mateus 10:33 Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus.
Anos depois, Paulo teve que confrontar este poderoso líder da igreja, obrigado a publicamente acusa-lo de hipocrisia, para que não levasse ninguém a se perder. Foi através de Pedro que Deus deu à igreja inteira a revelação monumental de não chamar os gentios de impuros (Atos 10:28; 11:1-18). Apesar da sua tripla visão de Deus sobre o assunto, e de ter audaciosamente defendido sua decisão guiada pelo Espírito de comer com os gentios, Pedro acabou tendo medo e voltando atrás em sua decisão (Gálatas 2:11-14).
Mesmo assim, Pedro foi completamente perdoado e banhado com bênçãos espirituais. E a mesma oferta de perdão divino – o mesmo amor extravagante – é ansiosamente estendida pra você.
Muitas pessoas escreveram a mim, aterrorizados de terem cometido o pecado imperdoável. Geralmente é por uma ou mais dessas razões:
    * Houve uma vez em que eles deliberadamente xingaram o Espírito Santo, ou falaram algo tolo sobre ele, e agora estão atravessados pela culpa.
    * Como moscas perturbadoras, pensamentos que eles não querem e não são o que eles realmente acreditam continuam zumbindo em suas mentes, apesar de todas as tentativas de enxotá-los.
    * Sabendo que Satanás se mascara como um anjo de luz, eles uma vez estavam tão ansiosos em não cair na armadilha do enganador que erroneamente confundiram um ato de Deus com uma armadilha do diabo. O Senhor agora graciosamente abriu seus olhos espirituais, e eles estão cheios de remorso por serem zelosos demais em seu desejo de rejeitar a artimanha do diabo.
Sério, como tal comportamento equipara os pecados de Pedro e Paulo? Considere todas as graves ofensas que eles cometeram, apesar de terem um profundo conhecimento da Palavra de Deus. Faz o menor sentido que Deus gratuitamente os perdoaria – e não apenas os abençoaria e escolheria, mas apresenta-los como modelos para todas as gerações seguintes de cristãos – e então se recusar a perdoar o zelo excessivo de alguém, ou uma falha passada em controlar uma língua indisciplinada, ou pensamentos indesejados, muitas vezes incontroláveis?
O rei Davi, no auge de sua maturidade espiritual, cometeu pecados abomináveis. Antes mesmo de Cristo ter oferecido seu sacrifício pelos pecados do mundo, entretanto, Deus tão completamente perdoou Davi de suas graves ofensas que ele não somente continuou como o rei ungido, ele manteve-se tão cheio do Espírito a ponto de escrever Escrituras divinamente inspiradas (veja o Salmo 51, título), como fizeram Pedro e Paulo. Poderia um Deus justo perdoar Davi de adultério premeditado, assassinato a sangue frio do marido inocente, e não perdoar qualquer um cheio de remorso em relação a ofensas passadas e confiando em Cristo como Salvador?

Sele com uma oração

Aqui está uma oração que eu sugiro que você leia a Deus.
    Senhor,
    Eu estou esmagadoramente ciente de que não tenho nada de que me vangloriar em sua presença. E ainda assim essa percepção está me fazendo entrar em linha exatamente com a atitude que você diz que deveríamos ter. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9). E novamente você diz que escolheu aqueles que são humildes e desprezados por este mundo, para que ninguém se glorie (1 Coríntios 1:28-29).
    Então aqui estou, me achando totalmente diferente do fariseu de que Jesus falou, que podia se vangloriar, “Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”. Quer eu goste disso ou não, eu sou o posto desse homem, que não via necessidade de pedir perdão. No lugar, eu me encontro como aquele desprezado coletor de impostos, de quem você falou: “Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.” E, ainda assim, você disse dele: “Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus.” (Lucas 18:10-14).
    Você diz: “Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1:10). Eu certamente não corro esse risco. Eu estou oprimido pelo meu pecado, e mesmo assim você diz: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Eu posso me imaginar o maior dos pecadores, mas o apóstolo Paulo certamente possuía esse título (1 Timóteo 1:15) e você claramente o aceitou.
    Você repetidamente em diz em sua palavra que a base da salvação é nossa fé em ti – fé de que você é tão amável e poderoso que comprou através de Cristo nosso perdão, apesar da magnitude de nosso pecado. Já que fé é crítica para nossa salvação, é óbvio que aquele que você chama de pai das mentiras focalizaria seus poderes enganosos em tentar enfraquecer minha fé em seu perdão. Eu determino com sua ajuda não te desonrar me rendendo a mentiras satânicas sobre seu poder e vontade de perdoar aqueles que buscam seu perdão.
    Eu lamento tudo que eu já fiz para te desonrar, e me recuso a continuar te desonrando por desacreditar em sua vontade de me perdoar. Eu te exalto, Senhor Jesus, como o Filho de Deus sem pecado, que escolheu morrer e levantar de novo, dessa forma permitindo que eu viva contigo para sempre.
    Eu escolho acreditar em ti, não em mentiras satânicas tentando distorcer suas palavras contra ti. Eu escolho acreditar em você quando disse: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20) e, “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13:5).
    Você diz que sua relação com os cristãos é como a de um marido e sua esposa, e também diz que odeia divórcio (Malaquias 2:16). Se um marido não deixar esposa, a única forma de que eles possivelmente se separassem é se a esposa se recusar a viver com seu marido. Este não sou eu, Senhor. Eu anseio viver contigo.
    Obviamente, deliciaria o Enganador se eu duvidasse do seu amor, e me recolhesse de ti em desespero. Logo, eu escolho me aproximar de ti, consciente de sua promessa de que você se aproximará daqueles que o fizerem (Tiago 4:8), e que quem quer que seja que venha a ti, você de forma alguma rejeitará (João 6:37). Então, eu coloco minha fé em sua fidelidade. Eu confio não na minha justiça, mas na sua. Recuso-me a aceitar a tentativa do Mentiroso de te caluniar como sendo mentiroso. Eu te louvo, pois por ser justo, você manterá sua palavra. E por manter sua palavra sobre perdão para aqueles que se arrependem e colocam sua fé em Jesus, eu, como milhões de outros, desfrutamos do seu imerecido perdão.
    Obrigado, Fiel, por eu poder dizer: “Não se alegre a minha inimiga com a minha desgraça. Embora eu tenha caído, eu me levantarei. Embora eu esteja morando nas trevas, o Senhor será a minha luz” (Miquéias 7:8). Eu me encanto no fato de que você nunca começa algo que não pode terminar. Você não desiste. Você começou uma boa obra em mim, e enquanto eu me entrego a ti, você persistirá até que seu trabalho em mim esteja perfeito, e eu esteja pronto para apreciar a eternidade contigo.
    Obrigado, pois seu amor não tem limites, e minha salvação depende de ti.

Conclusão

Repetidas vezes Deus fez promessas como “Deus tanto amou o mundo [sem exceções] que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele[sem exceções] crer não pereça” (João 3:16). Uma lista de muitas outras Escrituras como essa podem ser encontradas nos links no fim dessa página.Não há pecado que possa transformar o Deus da Verdade que fez essas promessas em um mentiroso. Nem é o caso de Deus relutantemente ter que mantes sua palavra. Ele anseia por perdoar todos de todos os seus pecados, pois essa é a natureza do verdadeiro amor.
Mas o Santo Senhor não pode deixar o pecado sem punição. Deus foi ao extremo de seu Eterno Filho ser punido pelos pecados do mundo inteiro (todo pecado que você já cometeu), porque não há outra maneira pela qual qualquer um possa ser salvo. Se nós nos recusarmos a aceitar o sacrifício de Jesus como punição pelos nossos pecados, isto quebra o coração de Deus, mas não há alternativa: nós devemos carregar o castigo por conta própria.
Aqueles que blasfemam contra o Espírito não são os que maldizem o Espírito Santo. Eles são aqueles que se tornam imperdoáveis por rejeitar como um logro de Satanás sua única forma de ganhar perdão. Para se manter permanentemente imperdoável, entretanto, eles devem se manter rejeitando o perdão de Jesus pelo resto de suas vidas.
O livro de Hebreus, que também contém duros avisos, foi escrito para cristãos judeus que corriam perigo de rejeitar Jesus como seu Salvador, e voltar para suas antigas crenças judaicas. Nós podemos rejeitar Jesus mil vezes e ainda encontrar salvação, simplesmente por mudarmos de ideia e aceitarmos a salvação de Jesus. Mas enquanto alguém está continuamente rejeitando Jesus como sua forma de salvação, ele é incapaz de ser perdoado.
Não há pecado tão grande que não possa ser remido quando o perdão de Deus é buscada através de Jesus, mas não há pecado tão pequeno que não possa ser perdoado se nos recusarmos a pedir o perdão de Deus através de Jesus.
O tamanho de nosso pecado não tem a mínima consequência. A única coisa que importa é se nós aceitamos Jesus como nosso Salvador. O que importa não é nosso pecado passado, mas nossa crença presente no poder de Jesus para perdoar.
Não ousemos desonrar Deus tomando seus avisos levianamente, mas é ainda mais vital não o desonrar por continuamente supor que ele é incapaz ou não deseja perdoar todo aquele que busca perdão através do sangue derramado de Cristo. Ironicamente, é precisamente porque os avisos de Deus são terrivelmente sérios que nós não devemos nos considerar condenados. Supor que se está além do perdão diminui a fé no poder de Cristo para perdoar, e/ou nossa motivação para se arrepender, que são justamente as coisas que nós devemos nos empenhar em evitar. Todavia, todo pecado, incluindo esse, será perdoado uma vez que reconhecermos nosso erro e buscarmos perdão através da fé em Cristo.

Fonte: http://www.net-burst.net/guilty/sin-portugues.htm

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