Matheus Oliveira: O ateísmo e a morte da racionalidade

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O ateísmo e a morte da racionalidade

O ateísmo e a morte da racionalidade (Parte l)
No último artigo publicado por mim, estive demonstrando a inconsistência da ciência sem Deus. Expondo a história e os fatos que levam a ciência consistente. E neste presente artigo, demonstrarei a inconsistência da racionalidade sem Deus. Caso você queira saber mais sobre como defender a sua fé, acesse nossa página no Facebook: Apologética Reformada.
Esse artigo é o primeiro de uma série chamada “O ateísmo e a morte da racionalidade” que estarei publicando. Procurarei estar demostrando que Deus é a fonte de toda a realidade e, por conseguinte, de toda a verdade, todo o conhecimento, toda a racionalidade, todo o significado e toda a possibilidade. E portanto, negando Deus, tudo o mais se perderá.
Buscarei provar que Deus é condição prévia de todo o conhecimento e experiência humana, e assim, procurarei demonstrar a impossibilidade do contrário; em outras palavras, que a lógica, a razão, a matemática, a ciência, valores, ou a moralidade não podem existir sem Deus.

A lógica

Nesta primeira parte, focarei na lógica, demostrando como ela é possível somente com Deus.
Mas antes, vamos analisar as propriedades da lógica: As leis da lógica são conceituais por natureza, isto é, não são dependentes de espaço, tempo, propriedades físicas, ou a natureza humana. Elas não são o produto do universo físico (espaço, tempo, matéria), porque se o universo físico desaparecesse, as leis da lógica ainda seriam verdade. As leis da lógica não são o produto das mentes humanas, porque as mentes humanas são relativas – não absolutas.
Mas, uma vez que as leis da lógica são sempre verdadeiras em todos os lugares e não dependem de mentes humanas, quem deverá ser o autor delas? As leis da lógica, que são a lei da identidade, lei da não-contradição e a lei do meio excluído, só permitem uma resposta entre duas, e são elas: Deus ou não-Deus. Analisemos a última resposta oferecida:

O ateísmo e a lógica

Se a existência de Deus é negada, logo a ideia de que uma personalidade absoluta que transcende, criou e sustenta o universo é consequentemente negada. E o que resta, é a impessoalidade do acaso, i. é, estruturas impessoais (como matéria, movimento, acaso, tempo e leis físicas) que agindo sem finalidade ou sem objetivo criou o universo e tudo mais o que conhecemos. E assim, só restará ao ateísmo admitir que pessoas (se é que existem) são produtos de matéria, movimento, acaso e daí por diante. Pode soar estranho, mas essas consequências são admitidas até pelos mais renomeados ateístas, tal como Richard Dawkins.
Mas, será que essa aproximação da impessoalidade do acaso poderá dar conta da explicação da existência de leis eternas; e portanto, que não são relativas ao homem, nem a sua mente, e sequer da universo físico conforme a definição descrita mais acima? Como é possível eventos aleatórios da matéria ao acaso explicar a existência das leis da lógica? Racionalmente falando, é impossível! E se tais ideias naturalistas/materialistas fossem verdades, destruiria qualquer possibilidade de haver a existência das leis da lógica em nosso mundo.
A única saída para o ateísta aqui é diminuir as propriedades das leis da lógica, e isso trará consequências drásticas para o pensamento e diálogo humano. Se ele admitir que as leis da lógica não são absolutas, p. ex., e portanto, são convenções sociais, logo, terá que admitir que não existe nenhuma base para o discurso racional. Eu poderia dizer que fiz um círculo quadrado sem problema algum.
Porém, no universo racional que vivemos, sabemos que é impossível algo ser e não-ser ao mesmo tempo (lei da não-contradição). Até para você estar lendo isso, você está julgando racionalmente e pressupondo que as leis da lógica são absolutas, pois se eu começasse dizendo que dorme azul mais rápido do que quarta-feira, tu certamente me acharias louco. Porém, iremos abordar sobre as tentativas de diminuir as propriedades da lógica posteriormente.

Deus e a lógica

O ateísmo não pode explicar as condições prévias necessárias para a inteligibilidade, a saber, a existência das leis da lógica. E seu sistema consegue ir além disso, destroem completamente a possibilidade de haver leis da lógica. A única alternativa que nos restou foi a existência de Deus. Uma vez que as leis da lógica são transcendente, absoluta, independente do universo, então faz todo sentido dizer que elas refletem uma mente transcendente, absoluta, perfeita e independente. Muito parecido com o Deus que encontramos nas Sagradas Escrituras. Dado que um cérebro físico não é transcendente, por natureza, porque se limita ao espaço físico, e Deus é, por definição, de natureza transcendente.
A Escritura ensina que o próprio Deus é lógico. Em primeiro lugar, sua palavra é a verdade (Jo 17:17), e a verdade nada significará, se não se opuser à falsidade. Portanto, a sua palavra não é contraditória. Além disso, Deus não quebra as suas promessas (2Co 1:20); Ele não nega a si mesmo (2 Tm 2:13); Ele não mente (Hb 6:18; Tt 1:2). No mínimo, no mínimo, essas expressões significam que Deus não faz, não diz e não crê no contraditório e, portanto, ele próprio é o critério de coerência e de implicação lógicas. A lógica é a maneira de Deus pensar.
A lógica não está acima de Deus e tampouco foi arbitrariamente decretada por Deus. A lógica faz parte da natureza eterna de Deus. Sistemas lógicos humanos nem sempre refletem a lógica de Deus perfeitamente. Mas na medida em que eles assim o fazem, acabam por se tornarem necessariamente verdadeiros.

A prova definitiva

Baseado nisso, um silogismo poderia ser feito da seguinte forma:
1 – Deus, é pré-condição necessária para a lógica;
2 – A lógica existe;
3 – Portanto, Deus existe.
Cornelius Van Til, o maior filósofo cristão do século XX escreveu: “Eu sustento que a crença em Deus não é meramente tão provável quanto outra crença. Eu sustento que a menos que você creia em Deus, você logicamente não poderá crer em mais nada”.
Não estou dizendo que os ateus não pensam logicamente, mas que eles não podem dar nenhuma explicação lógica para a existência da mesma e sequer para a inevitabilidade delas. Como Van Til dizia, os ateus tomam “capital emprestado”. Assim, quando usam a lógica para levantar objeções contra o cristianismo, os incrédulos estão usando algo que, de qualquer maneira que seja manipulado, aponta na direção oposta do que pretendem.

Revisão de Texto: Raquel Magalhães
Autor: Gabriel Reis
Fonte: Gospel Prime

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